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Pelos dados divulgados, cada unidade consumidora ficou, em média, 7,17 horas sem luz ao longo do ano passado. As oscilações na rede e os cortes têm causado prejuízos e incômodos, especialmente pelo interior do estado. Entidades como a Federação da Agricultura do Estado do Paraná (Faep) criticam a possibilidade de reajuste iminente na tarifa.
Para montar o levantamento, a Aneel avaliou todas as concessionárias do país, divididas entre empresas de grande porte (com mais de 400 mil unidades consumidoras) e de pequeno porte.
O indicador utilizado é o Desempenho Global de Continuidade (DGC), que considera tanto a duração quanto a frequência das interrupções, ou seja, quanto menor o índice, melhor a qualidade do serviço.
O ranking é chamado de assimétrico porque compara o desempenho das empresas em relação às próprias metas, definidas com base em resultados anteriores. Na prática, o levantamento avalia o quanto cada empresa se aproxima e se distância da própria meta. Quanto mais acima do ranking, mais a empresa conseguiu diminuir o tempo proposto na meta.
No caso da Copel, a meta era de 8,15 horas. Como o resultado ficou abaixo disso, a concessionária cumpriu o objetivo, mas aparece apenas na 27ª posição nacional nesse modelo de comparação. Confira abaixo:
Segundo a Copel, esse tipo de ranking pode gerar uma percepção distorcida da qualidade do serviço. Isso porque a classificação não considera diretamente o tempo absoluto que o consumidor fica sem energia, medido pelo indicador DEC (Duração Equivalente de Interrupção por Unidade Consumidora), considerado o mais relevante no setor.
Na prática, de acordo com a companhia, distribuidoras com desempenho pior em horas de interrupção podem aparecer à frente de outras com resultados melhores.
No entanto, quando analisado por distribuidora, sem esse critério assimétrico, a Copel sobe para a 12ª posição. Já na comparação entre estados, o Paraná aparece como o quarto com menor tempo médio de interrupção no país, atrás apenas do Distrito Federal, São Paulo e Rio Grande do Norte.
Os dados da Aneel indicam melhora no serviço a nível nacional. No cenário, a média de interrupções por consumidor caiu de 4,89 em 2024 para 4,66 em 2025, uma redução de 4,7% de um ano para o outro.
Fonte: Gazeta do Povo

