Exército prende 3 militares condenados por envolvimento na suposta tentativa de golpe

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Foram presos o major da reserva Ângelo Denicoli, detido em casa no Espírito Santo e encaminhado ao 38º Batalhão do Exército em Vila Velha, o subtenente Giancarlo Rodrigues e do tenente-coronel Guilherme Almeida, ambos levados a unidades militares em Brasília. Já o coronel Reginaldo Abreu, também condenado, não foi localizado e é considerado foragido nos Estados Unidos.

À Gazeta do Povo, o Exército confirmou as prisões e que os alvos foram levados a unidades prisionais da Força.

A ordem para início do cumprimento da execução penal dos condenados ocorre dias depois do ministro Alexandre de Moraes, do STF, determinar o encerramento do processo – o chamado “trânsito em julgado”, quando não há mais possibilidade de recursos. Ele é o relator dos processos da suposta tentativa de golpe na Corte, que também levaram o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) à prisão sob a alegação de liderar o plano.

Entre os sete condenados pelo STF no chamado núcleo 4, também está o agente Marcelo Bormevet, da Polícia Federal, que já está preso desde 2024, e passou a cumprir pena definitiva a partir desta sexta-feira (10). Outro nome da lista, Carlos César Moretzsohn Rocha, ligado ao Instituto Voto Legal, está no Reino Unido e também é considerado foragido.

Outro integrante da lista, o ex-major Ailton Gonçalves Barros, já cumpria prisão domiciliar.

As prisões seguem a determinação de que militares cumpram pena sob custódia das próprias Forças Armadas, em instalações militares, e não em presídios comuns. Por isso, a responsabilidade pelas detenções desses três condenados ficou a cargo do Exército, enquanto a Polícia Federal atua na busca dos demais réus civis.

Segundo a Procuradoria-Geral da República, os condenados utilizaram estruturas da Agência Brasileira de Inteligência (Abin) para monitorar adversários políticos e produzir conteúdos falsos com o objetivo de atingir o processo eleitoral e autoridades públicas. A acusação sustenta que essas ações buscavam criar um ambiente favorável a uma ruptura institucional.

As condenações foram definidas em 21 de outubro do ano passado, com penas que variam de 7 anos e 6 meses a 17 anos de prisão, além de multas e outras sanções. Entre as punições adicionais estão o pagamento de R$ 30 milhões por danos morais coletivos, a inelegibilidade dos envolvidos e a perda de cargo no caso do agente da Polícia Federal.

Também foi determinada a comunicação ao Superior Tribunal Militar (STM) para avaliar a “indignidade para o oficialato” de alguns dos militares condenados, o que pode resultar na perda de patentes. O processo ainda prevê o envio de cópias para aprofundamento de investigações relacionadas a outros nomes citados no caso.

Fonte: Gazeta do Povo

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