A Sesa esclarece que os dois casos não têm relação com o episódio do cruzeiro que saiu da Argentina rumo a Cabo Verde no início de abril, no qual foram identificadas cinco pessoas a bordo com a doença, três delas morreram. Os casos foram confirmados pela Organização Mundial de Saúde (OMS) e o surto segue em monitoramento pelas autoridades.
A doença que causou o surto no navio, segundo a Sesa, teve transmissão viral, por transmissão direta. O vírus identificado no Paraná é de uma cepa silvestre, transmitida por meio de roedores. Não há nenhum surto registrado no Estado.
Em nota, a secretaria informou que faz o monitoramento permanente da circulação do hantavírus, com vigilância ativa de roedores silvestres em áreas rurais com confirmação de caso em humano. A pasta reforçou que a doença está controlada no Paraná, sem qualquer motivo para preocupação.
A secretaria explica que os sintomas iniciais da doença incluem febre, dores nas articulações, dor de cabeça e sintomas gastrointestinais. Se evoluir, o paciente pode apresentar dificuldade para respirar, tosse seca e pressão baixa.
Não existe tratamento específico para a doença. Há apenas medidas terapêuticas ministradas por médicos. A recomendação da secretaria é que, ao primeiro sinal da doença, a pessoa deve procurar um serviço de saúde. O tratamento é fundamental e pode salvar vidas.
Para prevenir o hantavírus, é necessário evitar contato com roedores silvestres. As medidas incluem roçar o terreno em volta de residências, dar destino correto a entulhos, manter alimentos estocados em recipientes bem fechados, usar equipamentos de proteção, como luvas e calçados fechados. É preciso também fazer a limpeza úmida em galpões, silos e paióis para evitar possível contaminação.
Fonte: Gazeta do Povo
