O caminho dos devotos que reúne esculturas gigantes de santos

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O conjunto resulta de um projeto pessoal. Há seis anos, o empresário Agesner Monteiro ampliou imagens de santos que mantinha em casa para devoção e transformou peças pequenas em monumentos a céu aberto. O espaço reúne 11 esculturas concluídas e outras sete em produção. Cada imagem tem custo aproximado de R$ 50 mil.

“Em casa, mantenho um altar com minhas imagens de devoção. Nas viagens, levo algumas peças pequenas. No Caminho dos Devotos, quero oferecer um altar gigante, onde quem passa sinta vontade de falar com Deus”, afirma o empresário.

A iniciativa ganhou impulso após um episódio familiar. Em 2020, o filho Ravi, então com cinco meses, caiu da cama, sofreu traumatismo cranioencefálico grave e precisou passar por cirurgia de emergência. O empresário atribui a recuperação a um milagre.

“Foi um momento de desespero e muita angústia. Ele foi levado às pressas para a UTI, onde permaneceu por 22 dias. Os médicos não deram esperanças. Disseram que, se ele sobrevivesse, provavelmente teria sequelas severas”, relembra o pai.

Um amigo da família orientou a mãe de Ravi a rezar. “Disse que Deus havia avisado que o menino estava curado e pediu que ela orasse. Nesse momento, o Ravi apertou suavemente a mão dela e abriu os olhos por um breve instante”, relata o empresário.

Após o episódio, Monteiro ampliou o projeto como forma de agradecimento. O local passou a receber visitantes de diferentes estados, como Mato Grosso do Sul, Paraná, Rio de Janeiro, Minas Gerais e Rio Grande do Sul, além de diversas cidades paulistas.

De acordo com Monteiro, cerca de 10 mil pessoas passam mensalmente pelo Caminho dos Devotos, inclusive vindos de países vizinhos como Argentina, Paraguai e Peru. “A fé não tem fronteiras. Pessoas de outros países se sentem tocadas a vir e orar aqui”, diz Monteiro.

O local funciona como santuário a céu aberto. As imagens organizam o percurso espiritual dos visitantes. Entre os santos estão:

O espaço também reúne devoções marianas, como:

Cada escultura possui área para velas e orações. O local entrega velas sem custo aos visitantes, que também recebem óleo bento como recordação. Placas deixadas por devotos registram promessas atendidas e agradecimentos.

A estrutura inclui uma capela. O espaço reúne bancos, imagem de Cristo na cruz, representações da Sagrada Família e uma sala destinada a pedidos. No local, fiéis registram intenções.

O investimento é integralmente privado. Monteiro conta que aplicou cerca de R$ 3 milhões no espaço. “É um investimento que vale cada centavo. Um dia encontrei um caminhoneiro chorando. Perguntei o que havia acontecido. Ele disse que estava a 2 mil quilômetros de casa e não via a família havia 30 dias. Ali ele sentiu acolhimento”, relata.

Entre os registros compartilhados com o empresário está o de uma filha que acompanhava a mãe internada na UTI em Presidente Prudente. “A filha parou no santuário ao passar pela estrada, ouviu pela primeira vez a Oração de São Camilo de Lélis, o santo protetor dos doentes, e pediu com toda a fé a cura da mãe”, conta o empresário.

Segundo o relato, houve melhora. “A mãe acordou e voltou para casa em recuperação. Ao retornar ao santuário para agradecer, a filha encontrou na cabeceira da cama da mãe exatamente a imagem do santinho que havia conhecido ali”, destaca Monteiro.

Outro relato citado pelo empresário envolve um menino de seis anos, de São José do Rio Preto. “Os avós o trouxeram ao santuário com um pedido no coração. Retornaram depois com um eletroencefalograma completamente normal, sem nenhuma alteração, e foram pessoalmente agradecer diante de Deus.”

Eduarda Monteiro administra as redes sociais do Caminho dos Devotos há quase dois anos. Ela afirma que o santuário busca oferecer um espaço de acolhimento e tranquilidade para visitantes de diferentes regiões.

“Pessoas de fora procuram o local para viver um momento com Deus. Recebo muitas mensagens com relatos de graças e milagres. Há também pessoas que ainda não visitaram o espaço, mas demonstram admiração pelas fotos”, conta ela.

Segundo Eduarda, há registros de visitantes que retornam depois de fazer pedidos durante a passagem pela rodovia. “Pessoas que passam pela rodovia pedem algo, mesmo sem parar no santuário, e depois voltam para agradecer. Há muitos relatos de curas associados ao uso do óleo que trazemos de Aparecida e distribuímos gratuitamente. É a certeza da presença de Deus em nossas vidas”, diz.

Fonte: Gazeta do Povo

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