A diferença que o jovem pode fazer na eleição

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Esse recorte leva em conta eleitores que têm entre 15 e 18 anos e que estarão aptos a votar em outubro deste ano — os dados são do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) de 1º de abril de 2026, os mais recentes disponíveis. No total, eles representam 2,01% do eleitorado brasileiro.

A quantidade de jovens ainda pode aumentar para as eleições de 2026. O próximo dia 6 de maio é o prazo final para tirar o título de eleitor ou regularizar a situação eleitoral (veja abaixo mais detalhes de como garantir o documento).

O voto no Brasil é obrigatório para maiores de 18 anos e facultativo para quem tem 16 e 17 anos — jovens com 15 anos podem tirar o título e votar neste ano, desde que completem 16 anos até a data do primeiro turno, em 4 de outubro.

Em alguns estados, a proporção de jovens entre 15 e 18 anos é ainda mais significativa, especialmente na região Norte. Dos cinco estados em que essa parcela da população é mais significativa em termos eleitores, quatro estão na região. Abaixo, os estados e a proporção de eleitores jovens em relação ao eleitorado total:

Para incentivar que os adolescentes tirem o título de eleitor antes da idade obrigatória, o TSE firmou uma parceria com o Fundo das Nações Unidas para a Infância (Unicef) para aumentar os índices de participação de pessoas com 16 e 17 anos e dar protagonismo dessa faixa etária no pleito de 2026.

Uma campanha está rodando nas redes sociais desde o início de abril. Além disso, foi lançado um desafio aos Núcleos de Cidadania do Adolescente (NUCAs) da Unicef em mais de 2,3 mil cidades brasileiras para engajar os jovens. Os coletivos com melhores resultados serão premiados com uma visita técnica ao TSE em Brasília.

“Tirar o título de eleitor é o primeiro passo para garantir que as demandas de adolescentes sejam consideradas nas eleições de outubro”, diz a especialista em Desenvolvimento e Participação de Adolescentes no Unicef, Gabriela Mora. “É uma parcela da população que está passando por várias vulnerabilidades em termos de saúde mental, violência, dificuldade de acesso à escola, mobilidade urbana e questões climáticas. Essa parcela poder tirar o título e votar é dizer ‘eu existo’”, completa.

A pesquisa para presidente da Nexus/BTG Pactual, divulgada na última segunda-feira (27) mostrou que a intenção de voto dos entrevistados mais jovens tende mais a pré-candidatos que representam o campo da direita.

No recorte do cenário de primeiro turno com eleitores entre 16 e 24 anos, 37% disseram que votariam em Lula e 36% declararam a intenção de votar em Flávio Bolsonaro. Somando os outros pré-candidatos que estão do lado direito do tabuleiro político, a porcentagem sobe para 50% nessa faixa etária.

Para votar na eleição deste ano, o alistamento eleitoral deve ser feito até 6 de maio. O TSE permite tirar o título de forma online por meio de autoatendimento virtual. É necessário enviar a documentação necessária, preencher as informações requisitadas e providenciar uma foto estilo selfie para ser acrescentada ao cadastro.

Após o envio das informações e documentação, a Justiça Eleitoral fará uma análise. Caso não haja nenhuma pendência, o documento será emitido e poderá ser acessado pelo aplicativo e-Título. Em alguns casos será necessário comparecer ao cartório eleitoral indicado para complementação de dados, incluindo biometria.

É possível também comparecer diretamente a uma unidade de atendimento da zona eleitoral responsável pelo município levando os documentos necessários para tirar o título de forma presencial.

Fonte: Gazeta do Povo

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