O grande diferencial mineiro é o plantio em altitudes elevadas, acima de 1,5 mil metros, como na Serra da Mantiqueira. Esse ambiente ameno estende a safra para meses em que a oferta costuma ser baixa (julho a setembro). Além disso, o estado conta com solo de qualidade e uma logística estratégica, estando próximo de rodovias importantes e grandes centros consumidores, o que facilita o escoamento rápido da produção para os portos.
Diferente dos abacates tropicais comuns no Brasil, o Hass (ou avocado) é menor e possui casca mais grossa. Essas características tornam a fruta mais resistente ao transporte em contêineres e garantem uma maturação mais lenta após a colheita. No mercado internacional, há uma tendência de consumo por porções menores e por frutas que combinem com pratos salgados, características nas quais o Hass se destaca pelo sabor intenso e maior teor de gordura.
Em 2025, Minas Gerais atingiu a marca histórica de US$ 12,8 milhões em exportações, com 7 mil toneladas enviadas para fora do país — um salto de 160% em volume comparado ao ano anterior. Os principais compradores são os Países Baixos e a Argentina. Dentro do estado, os municípios de Rio Paranaíba, São Gotardo e Ibiá lideram o ranking de exportadores, consolidando o Alto Paranaíba como a região mais produtiva.
O abacate é uma fruta climatérica, o que significa que ele continua amadurecendo mesmo depois de ser retirado do pé. Isso é uma vantagem logística imensa: o produtor pode colher a fruta ainda verde e firme para que ela suporte semanas de viagem até a Europa ou outros estados brasileiros sem estragar. Assim, o produto chega ao supermercado com boa aparência e com tempo de prateleira suficiente para o consumidor final.
Para exportar, não basta apenas plantar; é preciso qualificação. O governo mineiro oferece programas como o ‘Certifica Minas Frutas’, que garante padrões de sustentabilidade e rastreabilidade exigidos pelo mercado externo. Especialistas recomendam que pequenos produtores se unam a parceiros comerciais ou cooperativas e busquem certificações sanitárias, já que o mercado de avocado é muito mais exigente em qualidade do que o de abacates tropicais domésticos.
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Fonte: Gazeta do Povo
