O aniversário de Florianópolis e o mês dedicado ao protagonismo feminino, em que se celebra o Dia da Mulher, motivaram a disponibilização de parte do acervo do Centro de Memória da Assembleia Legislativa a visitantes interessados em pesquisas documentais.
A visitação é possível todos os dias, até o final do mês, no horário de expediente da Alesc, das 7 às 19h. O Centro de Memória está na área contígua ao acesso do Plenário Osni Régis e da Galeria Ernesto Meyer Filho.
O local guarda o acervo documental da Alesc e oferece visitas guiadas para estudantes, que podem ser agendadas pelo e-mail centrodememoria@alesc.sc.gov.br
No Livro de Leis, que reúne o acervo da legislação a partir de 1835, está a Lei 111, de 1º de outubro de 1894, que altera para Florianópolis a denominação da Capital, até então chamada de Nossa Senhora do Desterro.
Também estão expostas reproduções de telas da cidade antiga, em que aparecem o Miramar, bar icônico num píer que desapareceu quando o centro foi aterrado, ou a Praça XV quando era murada, e o livro Ilha de Santa Catarina, de Gilberto Gerlach, editado em 2015.
No expositor que aborda a presença feminina no Parlamento, a pioneira Antonieta de Barros é expoente, eleita deputada em 1934. Professora e atuante na imprensa local, ela foi a primeira negra a ter lugar num parlamento no País. Desde então, Santa Catarina teve 20 mulheres com assento na Alesc.
Também faz parte do acervo exposto a lei que em 8 de março de 2014, por ocasião do Dia Internacional da Mulher, criou em Santa Catarina o Dia Estadual sobre a Conscientização da Igualdade de Gênero.
A mostra utiliza documentos históricos, fotografias e registros biográficos para mostrar como o espaço, antes exclusivamente masculino, foi sendo ocupado por mulheres que moldaram as leis e a sociedade do estado. O percurso expositivo percorre décadas de desafios e conquistas, culminando na atual bancada feminina, reforçando que a história da democracia catarinense passa, obrigatoriamente, pelo olhar das mulheres.
O Centro de Memória também guarda documentos históricos, como a primeira Constituição, de 1891, escrita a mão com caligrafia perfeita, e a versão original da Constituição Estadual de 1989, com a caneta Parker utilizada pelos parlamentares para assinar o documento.
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Fonte: RUBENS CHAVES VARGAS
