Vorcaro deixa presídio no interior de SP para ser transferido a Brasília

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Vorcaro foi preso na última quarta (4) durante a terceira fase da operação Compliance Zero, que também levou à cadeia seu cunhado, o empresário e pastor Fabiano Zettel, e mais duas pessoas que supostamente integrariam uma “milícia privada” a serviço dos interesses do banqueiro.

Segundo apurações em Potim, Vorcaro deixou a penitenciária em uma viatura não caracterizada escoltada por mais três veículos da Polícia Penal e da Secretaria da Administração Penitenciária de São Paulo.

Cerca de uma hora depois, por volta das 12h40, o comboio chegou ao aeroporto de São José dos Campos, localizado a aproximadamente 70 quilômetros de Potim, onde ele embarcará em uma aeronave da Polícia Federal com destino à capital federal.

Na decisão que autorizou a transferência, André Mendonça considerou argumentos da Polícia Federal de que manter Vorcaro em um presídio estadual poderia representar “risco à segurança pública”.

“[Vorcaro] detém significativa capacidade de articulação e influência sobre diversos atores situados em diferentes esferas do poder público e do setor privado”, disse a Polícia Federal.

A corporação também afirmou que a penitenciária federal em Brasília oferece condições para “monitoramento mais próximo da execução da custódia”, especialmente pela proximidade com os órgãos responsáveis pela investigação e supervisão judicial do processo.

Nesta fase da apuração, apenas Vorcaro foi transferido para Brasília. Já Fabiano Zettel seguirá preso em Potim. A defesa dele afirmou que “em que pese não ter tido acesso ao objeto das investigações, Fabiano está à inteira disposição das autoridades”.

A defesa de Daniel Vorcaro criticou a prisão e afirmou que o banqueiro “sempre esteve à disposição das autoridades” e que “jamais tentou obstruir o trabalho das autoridades ou da Justiça”.

“A defesa nega categoricamente as alegações atribuídas a Vorcaro e confia que o esclarecimento completo dos fatos demonstrará a regularidade de sua conduta. Reitera sua confiança no devido processo legal e no regular funcionamento das instituições”, completou.

Fonte: Gazeta do Povo

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