Segundo a PF, as ausências passaram a ser registradas como injustificadas depois que Eduardo Bolsonaro perdeu o mandato parlamentar, em dezembro de 2025, o que encerrou automaticamente o afastamento legal do cargo efetivo. Neste mês de janeiro, a PF publicou ato determinando o retorno imediato do servidor à lotação de origem, em Angra dos Reis (RJ), alertando que o descumprimento poderia gerar sanções administrativas.
Desde fevereiro de 2025, Eduardo Bolsonaro vive nos Estados Unidos e afirma estar em “autoexílio”, alegando perseguição política e falta de garantias democráticas no Brasil. Mesmo após a ordem de reapresentação, ele declarou publicamente que não pretende retornar ao cargo, dizendo que não aceitará a determinação da corporação e que irá contestar eventuais punições.
Além do processo por faltas injustificadas, o ex-deputado já responde a outro processo disciplinar na Polícia Federal, que apura sua suposta atuação no exterior contra autoridades brasileiras enquanto ainda exercia mandato. Caso as alegadas irregularidades sejam confirmadas, os procedimentos podem culminar na demissão de Eduardo Bolsonaro do quadro de servidores da PF, com possíveis impactos sobre aposentadoria e porte de arma funcional.
Fonte: Gazeta do Povo

